Arquivo | art’n’craft RSS feed for this section

meus desejos urbanos…

30 jan

DSC00651DSC00654

saindo do atelier e despregando meus desenhos do papel!

conforme o prometido nosso coletivo de dois inaugurado com a intervenção eu, passarinho agora possue um blog!

http://desejosurbanos.wordpress.com/

com direito ao filminho lindo do querido Cinema de Rua.

hoje fizemos a última revoada no metro sumaré….

Conheçam e participem!

DSC00298DSC00299


Anúncios

eles também amam…

16 jan

Untitled-2
o pedido foi: uma gravurinha para acompanhar um convite de casamento de duas pessoas muito especiais com um relacionamento bacana e uma filhotinha linda e feliz.

ah! e sem cair na temática noivinha com véu, mas algo que simboliza-se amor, carinho, elo, parceria, vida junta…  decidimos fazer casais de animais.  algumas colagens e desenhos depois… os noivos escolheram uma que simbolizava o poema escolhido para o convite:

“O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.”

                                    Carlos Drummond de Andrade

DSC00649

escolheram o casal de elefantes, que foi trabalhado até chegar no que eles queriam (não está aqui no blog).

ps: os noivos são bem magrinhos, e segundo comentários bem irônicos: foi por isso que não tiveram medo de colocar elefantes…

DSC00646

um dia desses uma amiga viu na minha mesa esse material, se encantou e pediu para posta-lo. então, aqui está!

espero que gostem…

Untitled-1

eu passarinho

20 set

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

mario quintana

faz um bom tempo que venho pensando em arte na cidade.

vendo tantas coisas legais já feitas ( lambe-lambe, grafite, miniroteiros da Laura Guimarães, painéis, adesivos etc) dava um desânimo pensar se ainda poderia criar algo bacana…  foi assim que durante muito tempo (mais de um ano) fiquei matutando sempre atenta aos lugares que passava, as pessoas que passavam por mim, os olhares, os cansaços, os atrasos…  paralelamente a pri ballarin também nutria essa vontade de sair do papel, da máquinha fotográfica, do estudio ou atelier e ganhar as ruas.

sempre que falávamos dessa vontade ou de algo que havíamos visto de interessante, sempre terminávamos com um…

IMAGINA SE esse túnel estivesse coberto de nuvens ou  IMAGINA SE essa calçada fosse estampada de chita ou  IMAGINA SE o toldo do bar tivesse uma chuva feita de cristais ou  IMAGINA SE parassem o transito com estátuas de elefantes cor de rosa em tamanho natura!

desse jogo lúdico, saiu: IMAGINA SE o viaduto da dr. arnaldo fosse lotado de pássaros coloridos.  Sempre que passo por lá vejo o céu, o horizonte longe, longe e penso onde estão os pássaros?

percebemos que daí poderia sair algo interessante e colocamos os pensamentos para realiza-lo dentro dos nossos limites econômicos e de tempo.

a principio queríamos miniaturas de pássaros artificiais  (caros, pequenos e difíceis de fixar…),  pensamos em adesivos (caro e acabava com a ideia de 3D) depois em lambe -lambe.  nenhuma das soluções abarcava todas as nossas restrições e não queríamos perder a delicadeza, o encantamento de se deparar com um passarinho e por um momento pensar que esse poderia ser verdadeiro…  no final produzimos pássaros feitos de papelão encontrado nas ruas, fizemos moldes, recortamos e pintamos um a um. testamos  para ver como melhor fixa-los.

por fim, espalhamos todos na região do metrô sumaré e viaduto dr. arnaldo em duas manhãs ensolaradas e secas.

imaginávamos que a limpeza do metrô talvez jogasse os passarinhos no lixo, mas para nossa surpresa as pessoas pouco a pouco os arrancaram e levaram para casa!

EU PASSARINHO foi a primeira e inaugural  intervenção urbana do nosso coletivo DESEJOS URBANOS, que não é político, não é social, não é manifesto…. é poesia visual.  queremos  provocar e descobrir um novo olhar sobre o dia a dia da cidade.

logo mais blog, fotos,novidades e parcerias!

espero que gostem!

ps. fotos priscilla ballarin.

arroz, feijoada e desenhos…

16 maio

alguns trabalhos aparecem, até começam mas acabam apenas no rascunho… muitos são os motivos desde dinheiro, mudanças de concepção, indecisão do cliente.

na semana passada aconteceu com um trabalho que “já tinha subido no telhado ” fazia um tempinho e nem saiu dos rascunhos e testes.

este trabalho tinha um pé na cozinha interiorana.

desenhos com cheiro de fumaça de fogão a lenha, fruteiras fartas, chaleiras assobiando e compoteiras cheias de doces!

e assim mergulhei nos dias ensolarados de férias, de avos, de mães e crianças correndo descalças!

e me perdi tentando captar cada um dos objetos como velhos tios, cheios de histórias, sorrisos e um pouco de cansaço.

consertando uma parede…

12 jan

início de um novo ano sempre desperta a vontade de um recomeço zerado na vida!

eu limpo a casa, jogo fora a lixarada que acumulo durante todo o ano, doou roupas que não uso faz tempo, compro aromatizador e flores…

Quero tudo organizado e cheiroso como se abrisse espaço para tudo o novo que virá!

como esse foi o primeiro ano novo na minha micra casita teve um gosto especial.  Pela primeira vez da minha vida passei a virada em SP!

confesso que foi um trabalho imenso entre faxinas e pendurar quadros etc.

entre os itens que faltavam ou locais que me desagradavam estava uma parede  que devido a pilares de sustentação do prédio formavam um desnível na parede, um “dente” na parede bem atras da cômoda.

como minha casinha é realmente mini, não tinha como usar bem esse “dente” na parede!

ah claro! também não tinha $$ suficiente para bancar um fechamento em drywalll etcetc!!!

mas tenho criatividade e a ajuda imensa do meu namorado.

então, medi o vão referente ao fundo minha escrivaninha 1,83 x 0,77m e comprei uma chapa de mdf na PegFaça nessas medidas (R$25,00).

comprei um 2m de tecido da minha escolha na Fernando Maluhy (em torno de R$30,00) o suficiente para encapar o mdf.

espalhamos (eu e o namorado) com pincel uma fina camada de cola branca com um pouco de água sobre uma faixa da chapa. esticamos o tecido sobre a camada de cola e alisamos com as mãos limpas. fizemos isso até o tecido cobrir a chapa de mdf toda.

viramos a chapa e passamos uma camada de cola no verso dando acabamento no tecido.

esperamos secar.

encaixamos a chapa atras da cômoda e pregamos o espelho.

o tecido trouxe cor e luz mudando bastante o visual do ambiente!

em uma tarde e com R$55,00 minha casinha ganhou um charme a mais!

   

   

sentir a caneca esquentando a mão e o cheiro de café manhã de inverno…

4 jan

” FELICIDADE  É NENHUM ADULTO PEGAR NAS BOCHECHAS DA GENTE”

                                                      Dicionário de Humor Infantil de Pedro Bloch
 

O Studio Prompt  pensando em idéias para seus cartões de final de ano sem os “votos de feliz natal e próspero ano novo” tradicionais, montou um pequeno projetinho muito interessante… Buscando novos rumos percebeu que  todas as mensagens são desejos de felicidade.

Então, convidou amigos (entre eles euzinha!) para ilustrar seus cartões tentando responder a seguinte questão:

O que é felicidade para você?

Aqui em casa, as imagens que essa simples pergunta gerou já se mostraram muito mais interessantes do que as de bonecos de neve com cenoura fazendo as vezes de nariz!

E numa  manhã desses dias estranhos de frio em pleno dezembro tropical, passei  meu café e peguei a caneca.

Pensei: – Nossa que combinação!  Manhã fria, cheiro de café  e mãos aquecidas pela caneca… que felicidade…

Aí, bom… Já estava inspirada!

felicidade por eliza freire

A experiência foi muito bacana e estou descobrindo o quanto  é enriquecedor trabalhar em projetos que englobem outros artistas produzindo paralelamente sobre o mesmo tema ( veja mais no blog do studio prompt ).  

Veja os outros lindos cartões produzidos!

felicidade por fabio bolzan

felicidade por joana salles

felicidade por priscilla ballarin

felicidade por tatiana karpischek

me fizeram enxergar coisas belíssimas esta manhã…

10 dez

flyer finalizado

Durante o trabalho que fiz com a Pri (já escrito no post anterior) ocorreu um dos momentos mais emocionantes da minha carreira como ilustradora…

Marcamos uma reunião para fazermos o briefing dos desenhos da peça de teatro.
Sábado de manhã, padaria lotada e nós duas sentadas numa mesinha, conversando muito.

Conversas malucas, porque brainstorm é assim!!! Sai cada loucura!!

Discutíamos como representar as mudanças físicas da adolescência.

O corpo crescendo desproporcional e de uma hora para outra, quem sabe uma menina gigante em seu próprio quarto pequeno? Representaria essa inadequação, esse sufocamento de não se encaixar naquilo que sempre havia antes, inclusive seu corpo?

esboços iniciais

aquarela em processo

estudo com trabalho digital feito


E se desenhássemos uma menina correndo com uma bolsa aberta de onde caíssem objetos infantis deixando uma trilha? Como se ela abandonasse a vida infantil, que se transformaria em caminho já percorrido… A bolsa vazia simbolizaria os novos conhecimentos da adolescência que serão adquiridos ainda? A menina correndo porque adolescente sempre tem pressa?

E o fato da adolescência ser um momento de estranhamento e transição, de perspectivas desconhecidas? Talvez uma cama numa praia? Se tem o estranhamento de ver a cama nesse cenário descabido? E a imensidão e perspectiva do futuro através do barco no horizonte do mar? Um barco de papel feito por crianças mas que também significa este” sair para navegar, sair para o desconhecido…”

esboços iniciais

aquarela em processo

estudo com trabalho digital feito


E todos os mil pensamentos de uma adolescente buscando construir as suas próprias idéias? Quem sabe um rosto onde os olhos sejam janelas de salas e quartos habitados, os brincos de gaiolas abertas e ninhos de pássaros dentro da orelha, portas de diferentes trancas no pescoço, cabelos que se transformam em ondas com navios prestes a naufragar mas também seriam montanhas onde um menino planta árvores… Um rosto de vidas paralelas sendo vividas, de experiencias diversas e possibilidades infinitas… Será?

e assim ia…
Nós duas na maior empolgação, até que uma senhora de seus 50 anos se levantou e veio lentamente desviando das pessoas.

Parou em frente a nossa mesa e disse:

– Eu estou indo embora mas não pude deixar de vir falar com vocês! A reunião de vocês é muito interessante! Muito boa!  Vim agradecer porque vocês me fizeram enxergar coisas belíssimas esta manhã! Muito obrigada!

Então ela se virou e saiu devagar, tomando muito cuidado e com sua bengala batendo suavemente nos móveis da padaria.
Ela era cega.